Notas sobre a pandemia (8)

Quem determina que não se deve sair de casa não são as autoridades médicas ou governamentais; é uma senhora ponderada, discreta e aliada da razão chamada Prudência. O preço que se paga por desprezá-la pode ser muito alto. Com não rara frequência, é a morte. Se evidências mostram que deixar a casa e participar de aglomerações levou em outros países a que se multiplicasse o número de mortos, fazer isso ou induzir outros a fazê-lo é de uma imprudência homicida. Os arautos da sensatez devem chamar os responsáveis por essa leviandade à razão. Todos estamos esperançosos de que esse “tsunâmi” passe logo, mas, como lembra Baltasar Gracián, a esperança é a grande falsificadora da verdade e deve ser corrigida com inteligência e… prudência!

Publicado por Chico Viana

Chico Viana (Francisco José Gomes Correia) é professor aposentado da UFPB e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em sua tese, publicada com o título de O evangelho da podridão; culpa e melancolia em Augusto dos Anjos, aborda a obra do paraibano com o apoio da psicanálise. Orientou cerca de 37 trabalhos acadêmicos, entre iniciação científica, mestrado e doutorado, e foi por dez anos pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Desde muito jovem começou a escrever nos jornais de João Pessoa, havendo mantido coluna semanal em A União e O Norte. Publicou cinco livros de crônicas.

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