Notas sobre a pandemia (12)

Impressionou-me a imagem daquele tigre infectado pelo coronavírus. Até então só se sabia do contágio entre humanos (também entre macacos, é verdade, mas esses não deixam de partilhar da nossa linhagem). O tigre é um belo animal. Forte como todos os da sua espécie. Isso joga por terra a tese de que, tendo sido atleta em certa fase da vida, o indivíduo resiste melhor à doença. Soube-se que quem passou o vírus ao tigre (uma fêmea) foi seu instrutor. Disso é possível tirar uma lição: muito cuidado com os instrutores (ou com os que, em cargos de chefia, tendem a se comportar com tais). Eles podem enjaular nossa inteligência e nos fazer tomar atitudes impensadas. “Nadia” foi traída por quem deveria administrar seus passos, tomar por ela certas decisões, e nada nos autoriza a pensar que o mesmo não venha a ocorrer conosco.

Publicado por Chico Viana

Chico Viana (Francisco José Gomes Correia) é professor aposentado da UFPB e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em sua tese, publicada com o título de O evangelho da podridão; culpa e melancolia em Augusto dos Anjos, aborda a obra do paraibano com o apoio da psicanálise. Orientou cerca de 37 trabalhos acadêmicos, entre iniciação científica, mestrado e doutorado, e foi por dez anos pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Desde muito jovem começou a escrever nos jornais de João Pessoa, havendo mantido coluna semanal em A União e O Norte. Publicou cinco livros de crônicas.

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