Notas sobre a pandemia (13)

Fiquei sabendo pelo ministro Mandetta que (ainda) não estamos em quarentena. O que vivenciamos é um distanciamento social. Caso isso não funcione, aí sim, teremos que observar com rigor a reclusão domiciliar. As pequenas liberdades que alguns ainda desfrutam (dar um passeio na calçada da praia, por exemplo) seriam então abolidas. Essa perspectiva é assustadoraContinuar lendo “Notas sobre a pandemia (13)”

Notas sobre a pandemia (12)

Impressionou-me a imagem daquele tigre infectado pelo coronavírus. Até então só se sabia do contágio entre humanos (também entre macacos, é verdade, mas esses não deixam de partilhar da nossa linhagem). O tigre é um belo animal. Forte como todos os da sua espécie. Isso joga por terra a tese de que, tendo sido atletaContinuar lendo “Notas sobre a pandemia (12)”

Notas sobre a pandemia (11)

Uma coisa é o que vírus provoca. Outra é o que o vírus revela. Ele provoca nas pessoas febre, dor de cabeça, falta de ar. E revela sintomas de uma patologia mais profunda, que acomete o organismo social. Uma “sacudida” como essa por que o mundo passa testa as instituições, avalia a qualidade dos governantesContinuar lendo “Notas sobre a pandemia (11)”

Carta a Berta

Querida Berta: Faz tempo não lhe escrevo, e me penitencio por isso. Não lhe esqueci, juro; você é uma velha amiga do peito (sem desprezar outras partes da anatomia, claro). O fato de me manter em silêncio se deve ao luto que tem anuviado meu espírito nos últimos dois anos. O pior é aguentar oContinuar lendo “Carta a Berta”

Notas sobre a pandemia (10)

O coronavírus vem estimulando a veia humorística do brasileiro. Há quem veja nisso uma demonstração de insensibilidade ao sofrimento das vítimas e de seus parentes. Não é por aí. Ninguém faz humor na atual situação para subestimar a gravidade da doença ou menosprezar o sacrifício dos infectados. Faz motivado por comportamentos exóticos, às vezes ridículos,Continuar lendo “Notas sobre a pandemia (10)”

Notas sobre a pandemia (9)

O vazio dos espaços urbanos parece um contrassenso num país em que se ama passear e estar com os amigos. Olho para a minha rua e não vejo ninguém. Ou melhor, um retardatário volta apressado para casa. Temerá um assalto ou a contaminação? (A dúvida procede, pois os marginais não recuam nem em tempos comoContinuar lendo “Notas sobre a pandemia (9)”