Segundo Millôr, o que fazemos não pode ser apagado. Quando tentamos apagar, cometemos umas rasuras que terminam nos comprometendo mais. A emenda sempre é pior do que o soneto. Assim é a vida… Tudo fica registrado, sobretudo as falhas, os enganos, as mancadas que por inexperiência ou imperícia vimos a cometer. Mas esse aforismo também apresenta o ato de viver como um aprendizado em que os erros são tão ou mais importantes do que os acertos. Estes é que levam àqueles. Se ninguém acerta da primeira vez, não adianta criar teorias sobre como fazer; cada prática produz sua própria teoria, cujo alcance é sempre limitado ante a multiplicidade do real. O que serve de base à experiência é a percepção dos erros cometidos.

Publicado por Chico Viana

Chico Viana (Francisco José Gomes Correia) é professor aposentado da UFPB e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em sua tese, publicada com o título de O evangelho da podridão; culpa e melancolia em Augusto dos Anjos, aborda a obra do paraibano com o apoio da psicanálise. Orientou cerca de 37 trabalhos acadêmicos, entre iniciação científica, mestrado e doutorado, e foi por dez anos pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Desde muito jovem começou a escrever nos jornais de João Pessoa, havendo mantido coluna semanal em A União e O Norte. Publicou cinco livros de crônicas.

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