Amigos, amigos; eleições à parte

O número de amigos que se perdem nas redes sociais ao declarar o voto é diretamente proporcional à superficialidade das relações que há entre eles. Amigos de verdade não sacrificam a afeição por causa de embates políticos. Portanto, não lamente se você fez inimigos porque declarou que vai

votar em A ou B. Pelo contrário, agradeça a oportunidade que a eleição lhe dá de diferenciar quem verdadeiramente o estima — de quem simula atenção, simpatia, afeto, mas não titubeia em manifestar por você a pior forma de desprezo, que é não respeitar suas convicções. Gente desse tipo deve mesmo tirar a máscara e ir embora.

Publicado por Chico Viana

Chico Viana (Francisco José Gomes Correia) é professor aposentado da UFPB e doutor em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em sua tese, publicada com o título de O evangelho da podridão; culpa e melancolia em Augusto dos Anjos, aborda a obra do paraibano com o apoio da psicanálise. Orientou cerca de 37 trabalhos acadêmicos, entre iniciação científica, mestrado e doutorado, e foi por dez anos pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Desde muito jovem começou a escrever nos jornais de João Pessoa, havendo mantido coluna semanal em A União e O Norte. Publicou cinco livros de crônicas.

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