A força da imagem

A imagem é o ingrediente fundamental da poesia, que se define como um discurso por imagens. Mas ela também aparece na prosa e mesmo no discurso cotidiano, informal. Um dos seus papéis, nesse caso, é concretizar noções abstratas. Quando explico isso em classe, costumo dar como exemplo um instrutor de autoescola que quer mostrar aoContinuar lendo “A força da imagem”

O “psicológico”

Outro dia na televisão ouvi alguém dizer que é preciso entender “o psicológico” dos jovens. Alto lá! “Psicológico” é adjetivo, e não substantivo. Aparece bem em locuções como “nível psicológico” “distúrbio psicológico” etc. O que é preciso é entender “a psique”, “a mente”, “o psiquismo”, “a psicologia” dos jovens.          Lembrei-me agora de um alunoContinuar lendo “O “psicológico””

Hipálage

Quando eu era pequeno, ouvi falar de um “paletó para homem lascado atrás”. As pessoas diziam isso e riam. Eu, claro, não conseguia entender. Sempre me lembro dessa frase quando penso na hipálage, figura sintática que representa um “deslocamento de atribuição”. A hipálage pode ser um recurso literário, como nesta passagem: “Fiquei olhando o vooContinuar lendo “Hipálage”

Poesia e loucura

Fiz até o quarto ano de Medicina. Quando pagava Psiquiatria, o professor levou a turma para ouvir o depoimento de um paciente que saía de uma crise psicótica. O paciente não estava totalmente curado, mas tinha alguma consciência do que passara. Contou uma série de detalhes que eu já esqueci.  Mas me lembro do queContinuar lendo “Poesia e loucura”

Falar de signos é falar dos sinais que estruturam o pensamento e servem de veículo às ideias. Falar de sonhos é apresentar os signos que traduzem os nossos desejos.

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