Ano-Novo e reconciliação

As grandes datas têm sobretudo um valor simbólico. É o caso do Ano-Novo, que em essência não muda nada mas nos dá a impressão de que alguma coisa recomeça. Todo ano a mais é um sinal de envelhecimento, mas insistimos em pensar que um novo tempo nasce à medida que outro morre. Em vez deContinuar lendo “Ano-Novo e reconciliação”

Que mistério tem Clarice?

Uma pausa, leitor. Hoje não se fala de pacote, de violência ou de praia suja. Estes são assuntos urgentes e práticos, que antes nos demandam ação do que reflexão. E o mundo não se conserta mesmo. Vamos dar um tempo a essa agitação frívola, nociva tanto ao corpo quanto à alma, e conversar com alguémContinuar lendo “Que mistério tem Clarice?”

Hoje, 12 de novembro, comemora-se o 106º aniversário da morte do poeta do Eu, marco da nossa pré-modernidade literária por romper com o código parnasiano-simbolista. Essa obra cada vez mais se populariza graças às imagens vigorosas e à representação, entre outros tópicos, da melancolia humana decorrente do “pecado original”. Culpa, rejeição ao materialismo mecanicista eContinuar lendo